Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Cheek to Cheek

Cabo Verde, anos 50

 

David Lobo

174 págs. – 115x215 mm
Género: Romance
PVP: 14.70 € - (14.00 € + iva)
 
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Um homem entende que é a nós e só a nós que cabe dar sentido à nossa vida, posto que não existe qualquer entidade que nos transcende, muito menos, com tal faculdade. Para a busca desse sentido, a via mais importante é a liberdade. Liberdade de tudo: de crença, de pensamento, da política, da profissão que abraçamos ou abandonamos, e até da mulher que amamos ou rejeitamos. Esse homem – Abílio Paiva – o (anti) herói deste romance, arrastado por uma curta ligação, que se revelou pérfida, a uma jovem muito mais nova que ele, morre no exacto momento em que está prestes a concretizar a decisão fundamental da sua existência: deixar deliberadamente a terra onde nasceu. Onde nasceu sem qualquer liberdade de escolha (passe o absurdo), circunstância em que como tantas outras, a espécie humana se vê inelutavelmente enredada. Em suma: decisão livremente tomada, num acto de recusa sem contemplações dessa condição de fatalidade absoluta.
 
O Autor:
David Lobo nasceu em 1 de Abril de 1944, na Praia, capital da então colónia portuguesa de Cabo Verde. Na sua cidade natal, fez os estudos secundários e, num curto período de cerca de três anos, envolveu-se em diversas actividades profissionais. Em 1967, deixou definitivamente o arquipélago a caminho de Lisboa, onde se fixou e em cuja Universidade Clássica obteve a formatura em Direito. Em seguida e até ao presente, passou a exercer advocacia.
publicado por jps às 11:53
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

3 Estórias Móveis



Autor: João Freitas Ferreira

Nº págs: 204

Formato: 150 x 230 mm / Género: Ficção
PVP: 14,70 € (14€ + IVA)


Parece ser inegável que, no mundo actual, o telemóvel é cada vez mais um objecto indispensável. Com ele, ganhamos a sensação – talvez falsa – de abolir distâncias, a partir do momento em que qualquer pessoa passa a estar à distância do marcar de um número, onde quer que estejamos. Mas será que o telemóvel alguma vez se irá substituir ao contacto físico, humano? “3 Estórias Móveis”, de João Freitas Ferreira, é uma ficção que procura reflectir sobre as distâncias que o imediatismo comunicacional ainda não conseguiu superar…

 

“Rita”, “Bernardo” e “Augusta” são três lisboetas que em nada se distinguem dos estranhos que por nós passam nas ruas da capital, acelerados, absortos a falar ao telemóvel, ou preocupados com algo que somos incapazes de compreender com apenas um olhar.

É com base na vivência destas três personagens que João Freitas Ferreira nos mostra uma perspectiva muito pessoal – e, especialmente, muito humana – da cidade de Lisboa que todos conhecemos, reflectindo sobre a forma como as vidas se cruzam e se ignoram, simultaneamente.

Por detrás das aparências – o aspecto, a profissão, o nome, todos os factores que, demasiadas vezes, nos bastam para pensarmos que conhecemos alguém – esconde-se, por vezes, um “admirável mundo novo”, que por vezes é bem mais sombrio do que esperamos.

“3 Estórias Móveis” é, no fundo, um livro que pretende quebrar alguns preconceitos, reflectindo sobre a forma paradoxal como, num mundo onde a comunicação é cada vez mais presente e mais imediata – materializada nesse objecto quotidiano, como o telemóvel – as pessoas podem ser cada vez mais ausentes.

Sobre o Autor:

João Freitas Ferreira nasceu em Lubango, Angola. Com uma forte formação teológica, conclui a licenciatura em Teologia na Universidade Católica de Lisboa, e a Licenciatura Canónica em Teologia Dogmática, com a tese “A Relação Fé - Cultura no Cristianismo Antigo”.

A sua relação com a Fé viria também a reflectir-se na sua personalidade humanista. Participa activamente no desenvolvimento de diversos projectos na Baixa - Chiado, com o objectivo de reabilitar as Igrejas e a animação sócio-cultural da zona nobre da capital por exemplo, a elaboração de vários ciclos de concertos de música sacra e a criação dos “Itinerários da Fé”, visitas guiadas às Igrejas. Desde 2005 é sócio co-fundador de uma agência de comunicação, onde exerce como consultor de comunicação.

Em termos pessoais, mantém grandes afinidades com o mundo das artes e da cultura: cinéfilo convicto, amante das artes plásticas e da música clássica – mas não só nem tão pouco – encontra na escrita criativa o meio por excelência para a sua expressão pessoal.

Da sua formação e da experiência inter-pessoal, nasce o gosto pela relação humana e a sua qualidade de comunicação. Por isso, aborda com simplicidade a complexidade das relações humanas onde a informação tenta minorar as falhas afectivas. Num mundo ligado 24 horas, onde fica a relação humana, o tempo “gasto” e a gratuidade?

publicado por jps às 18:08
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