Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Vitor M. Adrião na Fnac Colombo

Fnac Colombo, 21 de Novembro (4ª feira) - 18.30 horas

Vitor M. Adrião & Pedro Basto de Almeida
conversam sobre a
«Lisboa Secreta - Capital do Quinto Império»

O mesmo autor de
«Quinta da Regaleira - A mansão Filosofal de Sintra» e «Portugal Templário - Vida e Obra da Ordem do Templo» debruça-se sobre a História não-contada da Capital de Portugal. A origem histórica e mítica, as gentes e os monumentos, as crenças e os mistérios, a evolução da cidade rumo ao cumprimento da Utopia feita V Império, promessa de Advento repetida de Bandarra a Fernando Pessoa. Formado em História e Filosofia Vitor M. Adrião dedica-se há 25 anos à investigação histórica nas áreas da simbologia e da tradição portuguesa no período medieval.

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Paixão na rua



Paixão ou a Batalha Contra as Sombras”, primeiro livro de Ricardo Belo de Morais, foi finalmente lançado, num cocktail realizado na passada semana, na Cafetaria do Museu do Chiado, quase pequena para acolher as largas dezenas de amigos, familiares, colegas, clientes e parceiros do autor que acorreram ao evento, em meio a muitas figuras públicas de todos os quadrantes.

O lançamento contou com a apresentação de Mafalda Arnauth e Carlos Pinto Coelho e uma sessão de leitura de poemas da obra, pelos actores Irene Cruz e Paulo Nery e pelo Grupo de Jograis “U…Tópico”.  [clique aqui para comprar online]


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O Livro dos Santos & Heróis


Autor: Andrew Lang e Leonora Lang

PVP: 23,10 (22 € + iva)
Formato: 150 x 230 mm

Nº págs.: 320 - 20 ilustrações

SANTOS, CAVALEIROS, DRAGÕES E MUITO MAIS...
Os primeiros cristãos a visitar a Europa e as Ilhas Britânicas encontraram pagãos que contavam contos de fadas, de animais falantes e de outras coisas maravilhosas. Os Cristãos logo se apressaram a juntar a essas histórias magníficas, outras novas acerca dos seus Santos.
Umas verdadeiras, outras improváveis, a maior parte simplesmente fantástica. Nas histórias que aqui incluímos, poderá conhecer o Santo que passou sete Páscoas no dorso de uma baleia e o amável leão que era amigo de São Jerónimo. Verá São Jorge a combater o dragão e poderá ler acerca do lobo feroz que São Francisco de Assis converteu.
Muitas das histórias apenas são tocadas ao de leve pela varinha mágica, assim, encontramos verdadeiras histórias de grandes Santos, tais como São Luís de França, São Vicente de Paulo, São Francisco Xavier e Santa Elizabete da Hungria almas marcadas pela coragem, bondade e piedade.
Estas maravilhosas lendas e excitantes histórias verdadeiras de Santos e Heróis cristãos proporcionarão muitas horas de prazer aos leitores, quer sejam crentes ou não!

ANDREW E LENORA LANG

Andrew Lang foi jornalista, poeta, historiador, critico literário, editor e tradutor, nasceu em Selkirk, na Escócia (1844-1912), estudou na Academia de Edimburgo, na Universidade de St. Andrews e no Colégio de Balliol, em Oxford. Passou a maior parte da sua vida profissional em Londres, escrevendo para o Daily News e o Morning Post e foi editor literário da Longman’s Magazine. Escreveu uma vintena de livros, incluíndo vários volumes de poesia, traduções d’A Ilíada e d’A Odisseia, romances, livros sobre cultura e religião, uma biografia do romancista e biógrafo John Gibson Lockhart e colecções de contos de fadas, nos quais a sua mulher, Lenora, colaborou.


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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Ensinar o Holocausto no Século XXI


por Guilherme d'Oliveira Martins

“Ensinar o Holocausto no Século XXI” de Jean-Michel Lecomte, com prefácio de Esther Mucznik (Via Occidentalis, 2007) é uma obra de valor pedagógico promovida pelo Conselho da Europa que nos alerta para a importância de cuidar da memória de modo a prevenir a intolerância, a cegueira e a barbárie com que o mundo se confrontou no século XX, num tempo que muitos anunciavam de paz e de entendimento.

 
NÃO HÁ HISTÓRIA MAIS DIFÍCIL… - Hannah Arendt disse que “não há história mais difícil de contar em toda a história da Humanidade” do que a do “Holocausto”. E porquê? “Em primeiro lugar pelo sofrimento intenso de um povo, estilhaçando com fragor insuportável os limites do entendimento humano” – diz-nos Esther Mucznik. “Até hoje, o genocício nazi, programado, sistemático e colectivo permanece para a civilização humana como a referência ética do mal absoluto”. Mas como foi tudo isto possível, quando ninguém esperava? E como foi possível que acontecesse a partir de um país de arte e de cultura? O certo é que tudo aconteceu de um modo sistemático e terrível. Daí que a obra agora saída corresponda à procura de uma consciência moral e cívica que possa contrapor o respeito ao ressentimento e a liberdade à servidão. Nesse sentido, o projecto do Conselho da Europa visa “suscitar o interesse dos jovens pela história recente do nosso continente e ajudá-los a estabelecer ligações entre as razões históricas e os desafios com os quais estão confrontados na Europa actual”. Está em causa a ajuda à criação de uma identificação europeia, o desenvolvimento da análise crítica, a sensibilização para a importância da diferença e do outro e o encorajamento aos professores para lançarem as bases de “um ensino europeu da história”. A dimensão europeia na Educação passa, assim, por um melhor conhecimento da realidade, de tragédia, de diálogo e de conflito, que nos antecedeu, com todas as suas implicações. O estudo da “Shoah” (expressão que significa “catástrofe” e que é utilizada para designar o genocídio perpetrado pelos nazis e seus aliados contra os judeus) e do “Holocausto” (sacrifício) deve, no fundo, permitir-nos ir além das apreciações simplistas ou do mero culto do ressentimento. É essencial entender as fontes da banalização do mal, para que, no futuro, possamos prevenir a sua ocorrência. De facto, entre o excesso de memória e a sua ausência, temos de encontrar um equilíbrio que permita não esquecer, sem fazer da lembrança um motivo de vingança.


APRENDER COM OS FACTOS – Ao longo de 50 fichas elaboradas criteriosamente, podemos obter uma informação bastante rigorosa e circunstanciada sobre o judaísmo, sobre a doutrina nazi, sobre os campos de concentração, sobre as perseguições (também dos Rom/Ciganos e dos homossexuais), sobre a decisão de extermínio, sobre as câmaras de gás e a cremação das vítimas, sobre os campos de extermínio (Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Lublin-Maidanek, Sobibor, Treblinka); sobre os “sonderkommandos” (encarregados das operações nos campos de morte – desde a preparação para as câmaras de gás até aos fornos crematórios); sobre a situação nos diversos países afectados; sobre as reacções dos judeus; sobre “os justos” (que ajudaram o povo judaico durante a Shoah); sobre as opções dos Aliados; sobre o número de mortos (cerca de 5 milhões de judeus); sobre o regresso dos sobreviventes; sobre o silêncio; sobre o revisionismo e o negacionismo; sobre a filmografia do tema e sobre os sítios na Internet. Trata-se de um conjunto de informações sobre o inominável e o injustificável. Como entender tanta cegueira e tanta desumanidade? E como interpretar os resultados da discricionariedade pura? E fica a afirmação de Primo Levi que “menciona um conjunto de ‘pequenas razões’, pequenas partículas de humanidade que se juntaram e que conduziram à sua sobrevivência – por outras palavras, uma sucessão de pequenos pedaços de sorte, de acontecimentos fortuitos”. Por outro lado, fica a realidade insofismável que hoje não pode sofrer contestação: “apesar do reduzido número de sobreviventes, foram registados muitos testemunhos, o que nos leva a considerar por que razão todos contaram o mesmo e por que razão não existem quaisquer provas do contrário”.


A DIFICULDADE DA MENSAGEM – À medida que o tempo passa, atenua-se, contudo, o impacto do drama real e prevalece a ideia mítica ora dos actos heróicos de resistência ora do carácter difuso da culpa e da responsabilidade. No entanto, mais do que os mitos, o que importa é fixar a actualidade do tema e o risco da repetição de acontecimentos tão terríveis e dramáticos. Daí que nas orientações dadas aos professores, no âmbito deste projecto educativo, haja muitas vezes dúvidas e hesitações sobre a eficácia menor ou maior da utilização de determinado exemplo ou instrumento. De facto, temos de contar com a “dificuldade da mensagem” e com o facto dela ter tudo a ver com a construção de uma sociedade mais humana, onde os direitos, as liberdades, as garantias e a responsabilidade pessoal têm de ter um lugar cimeiro. E se nos lembrarmos do exemplo de Janusz Korczak no gueto de Varsóvia vemos que o melhor método educativo é o da prática e do exemplo: “desenvolveu um sistema de organização democrática dos orfanatos – as crianças eram tratadas como indivíduos com plenos direitos e tomavam parte na administração da comunidade”.


DEVER DE MEMÓRIA? - Tzvetan Todorov afirmou que «les enjeux de la mémoire sont trop grands pour être laissés à l’enthousiasme ou à la colère» (Les Abus de la Mémoire, Arléa, 1995, p. 14). Esta é a preocupação fundamental que temos de preservar, a fim de que não haja interpretações unilaterais e abusivas sobre a memória. O dever de memória obriga ao rigor crítico e a prestar justiça – o que também leva à necessidade de compreender as circunstâncias da história para além da vitimação e da ameaça. O entusiasmo e a cólera levam à incompreensão de que a memória se refere à humanidade, e de que, nesse sentido, tem de apelar permanentemente à capacidade de compreender e de nos pormos no lugar do outro.

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Fisiologia do Gosto


«3 Minutos de Ciência» - Rádio Europa Lisboa - 90.4 FM

5ª feira, (12h40 - 15h40 - 19h40):  Nuno Crato destaca o livro «A Fisiologia do Gosto», de Brillat-Savarin, foi finalmente editado em Portugal pela Via Occidentalis, quase 200 anos depois da sua primeira edição francesa. Uma obra que fala, pela primeira vez, da ciência do gosto. Ouvir em directo online.
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