Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

3 Estórias Móveis



Autor: João Freitas Ferreira

Nº págs: 204

Formato: 150 x 230 mm / Género: Ficção
PVP: 14,70 € (14€ + IVA)


Parece ser inegável que, no mundo actual, o telemóvel é cada vez mais um objecto indispensável. Com ele, ganhamos a sensação – talvez falsa – de abolir distâncias, a partir do momento em que qualquer pessoa passa a estar à distância do marcar de um número, onde quer que estejamos. Mas será que o telemóvel alguma vez se irá substituir ao contacto físico, humano? “3 Estórias Móveis”, de João Freitas Ferreira, é uma ficção que procura reflectir sobre as distâncias que o imediatismo comunicacional ainda não conseguiu superar…

 

“Rita”, “Bernardo” e “Augusta” são três lisboetas que em nada se distinguem dos estranhos que por nós passam nas ruas da capital, acelerados, absortos a falar ao telemóvel, ou preocupados com algo que somos incapazes de compreender com apenas um olhar.

É com base na vivência destas três personagens que João Freitas Ferreira nos mostra uma perspectiva muito pessoal – e, especialmente, muito humana – da cidade de Lisboa que todos conhecemos, reflectindo sobre a forma como as vidas se cruzam e se ignoram, simultaneamente.

Por detrás das aparências – o aspecto, a profissão, o nome, todos os factores que, demasiadas vezes, nos bastam para pensarmos que conhecemos alguém – esconde-se, por vezes, um “admirável mundo novo”, que por vezes é bem mais sombrio do que esperamos.

“3 Estórias Móveis” é, no fundo, um livro que pretende quebrar alguns preconceitos, reflectindo sobre a forma paradoxal como, num mundo onde a comunicação é cada vez mais presente e mais imediata – materializada nesse objecto quotidiano, como o telemóvel – as pessoas podem ser cada vez mais ausentes.

Sobre o Autor:

João Freitas Ferreira nasceu em Lubango, Angola. Com uma forte formação teológica, conclui a licenciatura em Teologia na Universidade Católica de Lisboa, e a Licenciatura Canónica em Teologia Dogmática, com a tese “A Relação Fé - Cultura no Cristianismo Antigo”.

A sua relação com a Fé viria também a reflectir-se na sua personalidade humanista. Participa activamente no desenvolvimento de diversos projectos na Baixa - Chiado, com o objectivo de reabilitar as Igrejas e a animação sócio-cultural da zona nobre da capital por exemplo, a elaboração de vários ciclos de concertos de música sacra e a criação dos “Itinerários da Fé”, visitas guiadas às Igrejas. Desde 2005 é sócio co-fundador de uma agência de comunicação, onde exerce como consultor de comunicação.

Em termos pessoais, mantém grandes afinidades com o mundo das artes e da cultura: cinéfilo convicto, amante das artes plásticas e da música clássica – mas não só nem tão pouco – encontra na escrita criativa o meio por excelência para a sua expressão pessoal.

Da sua formação e da experiência inter-pessoal, nasce o gosto pela relação humana e a sua qualidade de comunicação. Por isso, aborda com simplicidade a complexidade das relações humanas onde a informação tenta minorar as falhas afectivas. Num mundo ligado 24 horas, onde fica a relação humana, o tempo “gasto” e a gratuidade?

publicado por jps às 18:08
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Fisiologia do Gosto


Autor: Brillat-Savarin

apresentação de Alfredo Saramago
Nº págs: 362

Formato: 150 x 230 mm / Género: Ensaio
PVP: 19,95 € (19 € + IVA)


Encarada por muitos como a bíblia dos epicuristas e gastrónomos, «Fisiologia do Gosto», de Brillat-Savarin, é uma obra clássica, inusitada e repleta de “deliciosos” aforismos, que aplica contornos científicos ao acto de bem comer. Publicada originalmente em 1825, a dois meses da morte do seu autor, esta edição conta com o prefácio do historiador e antropólogo Alfredo Saramago, um dos raros investigadores portugueses a demonstrar interesse pela História da Alimentação.

 

A gastronomia acompanha-nos e sustenta-nos desde o nascimento até à morte. É ela que nos aumenta as delícias do amor, a confiança da amizade, que desarma a ira e facilita os tratos e nos oferece, no curto trajecto das nossas vidas, o único prazer que, não sendo seguido de fadiga, nos revigora todos os outros.

 

Para muitos, comer é um acto simples, algo que se faz quando se tem fome. Mas não para todos. Numa demanda de aplicar ao – simples – acto de comer um conjunto de axiomas científicos, surge Fisiologia do Gosto, de Jean Anthelme Brillat-Savarin, advogado, magistrado e político francês que se tornou famoso pela sua devoção gastrónoma e epicurista, e que transformou uma necessidade fisiológica num processo artístico, repleto de delicadezas e preceitos.

 

De facto, se existisse uma certidão de nascimento para a Gastronomia, estaria materializada em Fisiologia do Gosto: uma obra com tanto de especial quanto de caricato, “temperada” com uma série de meditações sobre os alimentos e a natureza humana que deixam vislumbrar os autores que, em última análise, influenciaram Brillat-Savarin: Voltaire, Rousseau, Fenelon, Buffon, Cochin e d’Aguesseau.

 

Mais do que um livro sobre culinária ou até etiqueta, Fisiologia do Gosto é um ensaio sobre os sentidos: o olfacto, o tacto, o paladar e até o amor são temas recorrentes e, segundo Brillat-Savarin, indissociáveis do acto de desfrutar de uma refeição. Ou não fosse ele o autor de frases como Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és, e ainda a descoberta de uma nova receita faz mais pela felicidade do género humano do que a descoberta de uma estrela...

Sobre o Autor:

Jean Anthelme Brillat-Savarin (1755 – 1826) foi um dos mais famosos epicuristas e gastrónomos franceses de todos os tempos. Nasceu na cidade de Belley, Ain, e dedicou-se nos primeiros anos da sua vida ao estudo do direito, química e medicina, em Dijon, tendo chegado a praticar advocacia na sua cidade natal. Em 1789, aquando do rebentar da Revolução Francesa, foi nomeado deputado da Assembleia Nacional Constituinte, onde adquiriu alguma fama, particularmente devido à sua defesa pública da pena capital. Adoptaria o apelido “Savarin” após a morte de uma tia sua, que lhe deixara toda a sua fortuna sob a condição que adoptasse o seu último nome.

Numa fase posterior da Revolução, a sua cabeça ficou a prémio, e Brillat-Savarin procurou asilo político na Suíça. Mais tarde, mudou-se para a Holanda, e depois para os Estados Unidos, onde permaneceu durante três anos, dando aulas de Francês e de violino.

Regressou a França em 1797 e obteve a magistratura, exercendo até ao fim da sua vida como juiz do Supremo Tribunal. Publicou várias obras de direito e economia, mas a sua obra mais conhecida foi mesmo “Fisiologia do Gosto” (Physiologie do Goût), lançada em Dezembro de 1825, dois meses antes da sua morte.

Considerado por muitos como “o pai da dieta baixa em hidrocarbonetos”, Brillat-Savarin é o autor de frases famosas como “Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és” e “a descoberta de uma nova receita faz mais pela felicidade do género humano do que a descoberta de uma estrela”.  

publicado por jps às 09:53
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Ensinar o Holocausto no Século XXI



Autor: Jean-Michel Lecomte
Prefácio à edição portuguesa: Esther Mucznik

Nº págs: 236

Formato: 150 x 220 mm ///Género: Ensaio

PVP: 13,65 € (13€ + IVA)


Publicado no âmbito do projecto do Conselho da Europa intitulado “Aprender a ensinar a História da Europa do séc. XX”, este livro de Jean-Michel Lecomte dirige-se, em especial, aos professores, e procura adaptar a forma de ensinar a História aos desafios que a modernidade lhe coloca.


Recomendado pelo Conselho da Europa e com prefácio da prestigiada investigadora em assuntos judaicos, Esther Mucznik, esta obra de Jean-Michel Lecomte procura reflectir sobre o importante lugar do ensino do Holocausto, num quadro de ressurgimento do anti-semitismo em algumas partes da Europa, da acessibilidade de sites negacionistas na Internet e da posição isolacionista actualmente adoptada por alguns dirigentes políticos europeus, que fazem desta temática um assunto que ultrapassa largamente os limites da História enquanto disciplina escolar.

Baseado em trabalhos de autores incontestados como Raul Hilberg, Sir Martin Gilbert, Saul Friedlander e Christopher Browning, e nos testemunhos directos de Primo Levi, Hermann Langbein e de pessoas entrevistadas por Claude Lanzmann, Ensinar o Holocausto no século XXI propõe aos seus leitores privilegiados (público em geral, alunos, pais e professores) um conjunto de conhecimentos únicos, colmatando, em certos casos, a falta de informação sobre esta matéria tão sensível.

A abordagem de Lecomte procura alargar a definição do Holocausto para além do anti-semitismo, destacando factos e números relativos às vítimas frequentemente esquecidas: os romenos/ciganos, os homossexuais e as testemunhas de Jeová, e fornece também importantes informações acerca da natureza e a execução do genocídio em diferentes países.

publicado por jps às 00:21
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Portugal Templário - Vida e Obra da Ordem do Templo




Autor: Vitor Manuel Adrião

Nº págs: 604 (mais 14 de fotografias)

Formato: 150 x 230 mm /// Género: Ensaio

PVP: 27.30 € (26€ + IVA)

Qual foi, afinal, a verdadeira influência dos Cavaleiros Templários na definição do território e cultura do país que conhecemos por… Portugal? As relações de influência da Ordem de Cristo no nosso país são tema central no novo livro do historiador e filósofo Vítor Manuel Adrião. Uma obra única e de inegável valor histórico, que atravessa os séculos de Portugalidade sob o pendão da mais misteriosa e controversa organização da Idade Média…

Depois dos sucessos editoriais que foram as suas recentes obras «Lisboa Secreta» e «Quinta da Regaleira», o historiador e filósofo Vítor Manuel Adrião regressa este mês aos escaparates com “Portugal Templário”, abordando um dos seus temas mais acarinhados – a Ordem de Cristo – numa análise inédita da influência desta organização religiosa na própria definição de Portugal.

Encarando a acção dos Templários como «cimento indispensável à formação político-social e ao crescente sentido de espiritualidade e religião no nosso país», Vítor Manuel Adrião apresenta, em “Portugal Templário”, uma vasta colectânea de textos inéditos da época, relativos à presença da Ordem em solo luso. As opiniões escritas dos reis ibéricos sobre os Templários, com destaque para os de Aragão e de Portugal, ou o Louvor e a Regra de São Bernardo de Claraval, figura influente na Ordem, são apenas alguns dos documentos que constam nesta colecção, entre cartas régias, bulas papais e dezenas de depoimentos escritos por quem conheceu a organização de perto.

Num livro único no género da História Sagrada, o autor trata em detalhe temáticas como a missão espiritual e temporal do Templo, a gnose Templária, o ouro, o processo de extinção da Ordem, as relações com o Infante D. Henrique, a misteriosa figura de Preste João e ainda o património Templário em Portugal, intitulado “Jerusalém Celeste”, apresentando também uma vasta e rara colecção iconográfica ilustrativa da presença da Ordem no nosso país.
publicado por jps às 00:07
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